terça-feira, 6 de novembro de 2012

CARGO DE CONFIANÇA

Aí, para formar o governo, ele pegou a sua turma e a espalhou, distribuindo todo mundo, pra ocupar todos os cargos importantes em termos de prestígio e poder. No entanto deixou reservado para o seu fiel escudeiro o principal cargo de confiança. Aliás, esse cargo era assim chamado porque o seu ocupante seria o seu principal conselheiro e ajudante em todas as ações de seu governo. Mais do que isso, ele teria papel fundamental em tudo que fosse necessário para o seu projeto de poder, no atual mandato e na continuidade do seu grupo pendurado nos principais cargos da República, até que ele mesmo conseguisse vislumbrar, lá pra frente, alguém que pudesse substituí-lo. A outra característica do tal cargo de confiança e a principal é a de que a confiança tinha que ser um sentimento mútuo entre o governante e seu auxiliar principal. Então tudo e todas as ações e atos, legítimos ou não, de um teria de ser do inteiro conhecimento do outro. Em compensação, um não deixaria o outro abandonado no caso de que uma ação de poder não fosse considerada legítima e legal. O tempo passa e o pior pra eles acontece. Coisas foram feitas que além de ilegítimas foram verdadeiramente criminosas. Então, depois de denunciadas e provadas o detentor do cargo de confiança é julgado, condenado e vai pra cadeia. Perguntas que ficam no ar: _ como estará o papo entre o escudeiro e o seu chefe? _ O tal escudeiro vai ficar peladinho na chuva? _ E o chefe? Fica numa boa?

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