sexta-feira, 16 de novembro de 2012

VIGILANTE NOTURNO

VIGILANTE NOTURNO Paulo Toledo Fiquei sabendo hoje, por um panfletinho colocado na minha caixa de correspondência, que a partir do dia 10 de Dezembro, um trabalhador autônomo que se diz vigilante noturno, passará na minha casa recolhendo um donativo de natal. Esse tal panfletinho é uma verdadeira jóia de coisa bem bolada, pois pode ser distribuído em todas as casas, em todas as ruas e bairros da cidade. Depois o Sr. Arlindo, que o assina, vai passando e arrecadando a quantia que o contribuinte resolver destinar à sua importantíssima atividade. Como eu não conheço o Sr. Arlindo, não senti a sua presença no meu bairro e nem ouvi o seu tradicional apito de vigilante noturno, deste mato não sai coelho. Mas, vamos imaginar que uma pequena porcentagem de moradores da cidade acredite no Sr.Arlindo. Daí ele vai faturar alguma coisa e sai no lucro. No passado, (olha eu aí, de novo, voltando pro passado), na minha rua tinha, de fato, um guarda noturno que fazia um “bico” circulando de bicicleta pelo bairro e apitando para anunciar a sua presença. Esse cidadão era remunerado mensalmente pelos moradores e até tornou-se amigo da minha família. Porém, (sempre tem um porém), em uma manhã, o vigilante estava no portão da minha casa querendo um prosa comigo. Isso me deixou apreensivo por pensar que, naquela madrugada, algo de anormal tivesse acontecido com o meu patrimônio. Ledo engano, quem tinha sofrido um dano patrimonial, tinha sido o próprio vigilante. Pois, dormiu no serviço e ficou sem a bicicleta. Depois disso, perdeu o “bico”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário