quarta-feira, 14 de novembro de 2012
ELEIÇÔES 2012 ELEIÇÕES ANTIGAMENTE
ELEIÇÕES 2012 X ELEIÇÕES DE ANTIGAMENTE
Paulo Toledo
Fiquei velho e por isso já passei por uma “chuvarada” de processos eleitorais. Eles sempre despertavam a idéia e a esperança de que: agora sim, vamos escolher o melhor vereador, prefeito, governador e presidente. Todos voltados para o bem comum e o puro ideal de bem governar a nossa cidade, estado e país.
Tive algumas alegrias, poucas é verdade. Mas, também tive uma “enxurrada” de decepções e tantos desenganos que, por estar desobrigado pela idade, sequer fui atrás das máquinas de votar nesta eleição de 2012.
Aliás, só notei que a eleição aconteceu, por causa de um foguetório inútil e de uma sujeira monumental que emporcalhou esta cidade. É bom lembrar que na quinzena anterior às eleições, pela ação da prefeitura, a cidade recebeu um mutirão de limpeza e tapação de buracos.
Terminado o processo, senti que a imundice da cidade também tinha incomodado ao Gilson Costa, meu amigo do facebook. Então, me restou a esperança que tenha servido de lição para aqueles que desperdiçaram muita grana só para sujar a cidade e, como não foram eleitos, não poderão gozar as delícias do “árduo” trabalho de vereador que, entre outras coisas, terá que nos representar na fiscalização dos atos do prefeito e de seu secretariado, coisa muito difícil.
Mas, por falar em eleição, vem a idéia de cidadania (ou a falta dela). Daí, este velho eleitor fica pensando até que ponto se desenvolveu a cultura política do nosso povo, ao verificar que com a urna eletrônica a coisa não mudou muito, pois hoje se vota, com exceções é claro, para atender um pedido ou ordem de alguém. Então não é diferente da época dos currais eleitorais, dos cabos eleitorais e do voto de cabresto.
A propósito, nas eleições de antigamente, o máximo que se pode imaginar em voto de cabresto, era executado por um antigo e famoso cabo eleitoral de um dos bairros de nossa cidade. Ele recolhia o título do eleitor e só o devolvia na porta da seção eleitoral, acompanhado de um envelope fechado que continha as cédulas dos candidatos que ele queria eleger. Ai então dizia pro eleitor;
_Vai lá e coloca esse envelope na urna.
E se por acaso o eleitor perguntasse em quem estava votando ele respondia:
_ O que você quer saber é impossível. O voto é SECRETO, meu companheiro.
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