sexta-feira, 9 de novembro de 2012
MOBILIDAE URBANA
MOBILIDADE URBANA
Paulo Toledo
Penso que a solidão não significa tristeza e depressão, pois a gente pode estar só, mas alegre e feliz, desde que tenha como companheira uma atividade prazerosa, como por exemplo: a jardinagem, a pintura, a oficina de artesanato ou até mesmo papel e lápis para registrar um sentimento do momento.
Acho que estou tentando falar deste solitário contador de “Causos”, que cada vez mais se isola em sua casa, em função de diversos e irremovíveis fatores, tais como a idade e a mobilidade urbana da nossa cidade.
Dizer que a idade limita muito as nossas atividades é uma redundância, embora alguns velhos “papudos” se digam com energia suficiente para ter uma vida plena, ativa e saudável. E, este não é o meu caso.
Porém, a mobilidade urbana, isto é, a facilidade da gente se locomover para um lugar da cidade que tenha vontade ou necessidade de estar, independentemente do tipo de veículo que se possa utilizar, é a causa principal do enclausuramento dos idosos.
Assim, no meu caso, quando tenho que abandonar o meu refúgio para cumprir uma obrigação qualquer na cidade, a primeira preocupação que tenho é a de como me deslocar até aquele local e de que forma vou parar o meu carro, já que não tenho como contar com outra forma de condução. E, nesse caso, é comum chegar onde preciso ir e voltar para casa, pois não tive como estacionar o veículo a uma distância adequada.
Estou dizendo tudo isso para deixar no ar a pergunta:
_Como a cidade cresce e a população envelhece, daqui a dez ou vinte anos, como as pessoas e principalmente os idosos vão viver em Pouso Alegre?
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