quinta-feira, 8 de novembro de 2012
VOLTA AO PASSADO
Outro dia me dei conta que estava fazendo mais um aniversário quando alguns amigos e parentes me telefonaram, para os tradicionais cumprimentos.
Mas eis que um desses amigos me arremessou para o passado, em uma velocidade espantosa, quando me perguntou se eu já tinha feito mais uma marca, dando um talho no gancho do meu estilingue.
Virgem Santa! Quanto tempo! Põe tempo nisso! Acho que nem existe estilingue nos tempos atuais. Alias isso até é muito bom, pois a passarada e as vidraças dos vizinhos ficam protegidas, coisas que eram muito vulneráveis em priscas eras.
Escrevi priscas eras. Puxa vida! Isto é mais velho que o gancho do meu estilingue e antes disso dizem que não havia estrelas nem sóis, nem luas ou planetas, ou seja, prisca é coisa anterior ao que vem antes. (Será que deu pra entender?)
Mas, voltando ao estilingue, acho que com o arquivamento dessa arma ridícula e primitiva, a humanidade evoluiu bastante, pois ela era responsável pela idéia, colocada na molecada, que passarinho foi colocado no mundo pra gente treinar a pontaria, inicialmente a pedradas, depois aperfeiçoando com armas de fogo.
Então, hoje quando vejo o meu jardim repleto de pássaros, de várias espécies, fico super feliz, ao mesmo tempo em que dói dentro do meu peito, um remorso tão antigo quanto as estilingadas que dei e as marcas que fiz no cabo do meu estilingue.
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