terça-feira, 18 de dezembro de 2012
ACREDITE SE QUIZER
ACREDITE SE QUIZER
Paulo Toledo
Próximo ao portão principal, quase no portão mesmo, do Cemitério Municipal da Rua Comendador José Garcia, existe um boteco que eu acho que é o paraíso dos “bebuns”. Eu digo isto porque você pode passar por lá, a qualquer hora do dia ou da noite e ver a turma “chupando o mé” sem parar e na maior alegria.
Acontece que o cemitério tinha e deve ter ainda dois portões: um na Comendador e o outro que dá para os fundos, onde existe um bairro muito populoso. Então, esses tais portões são a entrada e a saída de um atalho que passa pelo campo santo e que, obviamente, ficam sempre fechados à noite.
Um dos freqüentadores assíduos do tal boteco, que eu já me referi, é um pedreiro meu amigo morador lá das bandas do fundo da casa dos mortos, para quem esse atalho facilita muito a vinda pro boteco durante o dia.
Acontece que esse meu amigo pedreiro é também um contador de “causos” e ele jura de pés juntos que em uma noite, saindo do boteco, estanhou muito o fato do portão do cemitério estar aberto e mais ainda, a presença de no local de uma loira muito bonita e convidativa.
Então, ele perguntou à loirona, para iniciar uma conversa, se por acaso ela sabia se o portão dos fundos também estava aberto. Aí a sua surpresa se multiplicou quando ela simplesmente entrou no cemitério e lhe disse:
_Me acompanhe.
Virgem Santa! Pensou ele, agora é só engrenar a cantada que a loira está no papo. Então falou:
_ A menina não tem medo de atravessar o cemitério assim “de noite”?
A resposta veio fulminante:
_ Quando eu era viva tinha.
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