quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ENGORDANDO O RONALDINHO

ENGORDANDO O RONALDINHO Paulo Toledo Outro dia estava, com minha neta, vendo um programa de TV. Estavam na tela belas bailarinas dançando de maneira perfeita, com muita graça e beleza. Mas, eis que de repente, não mais que de repente, cai na tela, em primeiro plano, um sujeito falando “abobrinhas”, um monte de bobagens mesmo. Essa figura, segundo a minha neta, é um apresentador muito famoso. Se dependesse de mim e se fosse possível, era melhor tirar aquele tipo da tela e deixar as meninas bailando. Tenho a certeza que o programa ficaria muito melhor. Depois disso, dois ou três dias depois, li em uma revista semanal, que aquele cidadão gordo, grande feio e sem graça, ganha uma fortuna para atrapalhar a dança das garotas. Foi um verdadeiro espanto para mim, pois acho que para fazer aquilo que ele faz, qualquer um, menos dotado de salário, consegue fazer. Como eu suponho que ninguém entende de televisão e a minha neta, que é muito jovem, também não, fui perguntar a um amigo, que se diz “expert” no assunto, portanto mais atualizado do que nós, qual a razão daquele profissional ser tão valorizado no mercado de trabalho? _É uma questão de “marketing” e “IBOPE”. Respondeu ele. Santo Deus! Quando você pensa que já aprendeu um monte de coisas inúteis, ainda vem essa de “marketing” e “IBOPE”. Pode parar, vamos ficar por aqui. Agora, se por um lado a TV de maior audiência no país, paga ao Ronaldinho, um gordo que já é muito rico e engorda a sua conta bancária com milhões, só para ficar medindo a sua pança, durante várias semanas e dizem que isso é “marketing” e dá “IBOPE”. Por outro lado, fico com pena dos pobres telespectadores que têm que agüentar essa baixaria ridícula, apenas lastimando que esses milhões não tenham sido, agora sim, destinados para engordar subnutridas, que estão por aí.

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