domingo, 9 de dezembro de 2012
EU E A CIDADE
EU E A CIDADE
Paulo Toledo
“O centro do mundo é onde estão plantados os nossos pés”. Li isto hoje em uma crônica e tive vontade de falar sobre a cidade onde vivo. Isto porque fiquei velho nesta cidade e há algum tempo eu comecei a pensar que faço parte da sua história, coisa mínima, como qualquer um de seus mais humildes habitantes. Mas, todos devem ter dado alguma contribuição, por menor que seja para o desenvolvimento e a importância de Pouso Alegre dos dias atuais.
Aqui neste chão eu me sinto bem, porque aqui estão pessoas amadas e queridas: meus parentes, meus amigos e muitos conhecidos que, com raras exceções, me tratam com bondade e sempre me acolhem com o maior respeito. Acho até que as exceções que são raras mesmo, devo colocar na conta de alguns forasteiros mal educados.
Esta cidade não tem a melhor qualidade de vida do país e suponho que também do Estado de Minas Gerais. Pois isso é coisa da estatística que já disseram, com razão, que é o tipo da ciência frívola. Mas, para mim ela lembra muito uma fábula que conta a resposta dada por um sábio, quando lhe perguntaram de onde ele era e a sua resposta foi mais longa que a esperada:
“Quando eu era menino, na escola primária, a professora ensinava os pontos cardeais e dizia: na nossa frente está o norte, atrás esta o sul, à direita o leste e na esquerda o oeste. Aí, vendo que eu estava distraído, me perguntou onde é que eu estava. Então eu respondi prontamente: todos nós estamos no centro do mundo”.
Aquele menino da fábula sabia das coisas e eu aqui em Pouso Alegre me sinto como ele, achando que tudo existe para que esta cidade exista, uma vez que eu a escolhi para morar, criar a minha família e viver enquanto puder.
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