terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BECO DO CRIME

BECO DO CRIME Paulo Toledo Era noite de Natal do ano de 1955,quando a voz solene do Monsenhor Otaviano, pároco da Catedral Metropolitana, rompeu o silêncio pelo alto falante da igreja: ”Meus queridos fieis... infelizmente, nesta noite santa em que nasceu o filho de Deus, uma ovelha do seu rebanho partiu. Uma jovem está morta em um beco da cidade. É preciso que alguém vá lá reconhecer o corpo de uma pobre menina!!! Jacira tinha 13 anos e era a caçula de uma família que tinha 11 irmãos e irmãs. Todos que a conheciam viam nela uma menina linda e super protegida pelos irmãos e pelo pai Zé Castelhano. Jésus Damasceno era meio mulato, boiadeiro, açougueiro e ainda não tinha completado 18 anos. Mas, escondido do pai da moça, mantinha um namorico com a bela Jacira. As famílias eram pobres, no entanto era comum naquela época o pai desejar um bom partido para a filha, coisa que Zé Castelhano e seus filhos achavam que estar longe das condições de Jesus Damasceno. Então, o pai de Jacira chamou o rapaz às falas e proibiu definitivamente o namoro. O respeito aos mais velhos e ainda mais se tratando do pai da sua amada também era coisa sagrada naquela época. Então, Jésus endoidou e como só visse a solução extrema dos Capuletos, naquela noite fatídica levou dois punhais à catedral e chamou a sua amada para consumar a tragédia. A cena aconteceu em um beco da cidade: Ela não teve força ou coragem para apunhalar seu amado. Ele a apunhalou cobriu o corpo com seu palitó e fugiu. E, este beco da cidade “Beco do Crime” se chamou. (fonte: Blog do Airton Chips)

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