terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CABO JURANDIR

CABO JURANDIR Paulo Toledo A guarnição Militar de Pouso Alegre, em passado recente, era um comando de general. Vários deles por aqui passaram deixando suas marcas e seus “causos”. De um deles às vezes eu me lembro, não só pela sua pose e porte, como também pelo acontecido entre ele e o seu motorista, o famoso Cabo Jurandir. Esse cabo era conhecido no meio da “milicada” pelo apelido de “cabo loco” e essa sua “trapalhada” foi, mais ou menos assim: O general estava no Rio de Janeiro e como tinha conseguido um avião da Força Aérea para voltar para Pouso Alegre, ligou para o quartel pedindo que mandassem o seu motorista até o campo de aviação da cidade, que o dito avião deveria chegar, naquela tarde, lá pelas 16.00 horas. Assim, o Cabo Jurandir deu uma geral no carro preto, engraxou os sapatos, caprichou na farda e se mandou pro campo de aviação. Chegando lá, desceu do carro, encostou-se ao mesmo e ficou esperando o avião do chefe. O avião chegou antes do escurecer e dava seguidos rasantes sobre a pista e não aterrissava. Pois o gado do pasto vizinho tinha rompido a cerca de arame farpado e algumas vacas estavam no meio da pista. O Piloto temendo o escurecer, vendo a passividade do motorista encostado no carro preto e sentindo que dali não saia nada, depois de um bom tempo e de vários rasantes, balançou as asas do avião, pra lá e pra cá e voou para Poços de Caldas onde a pista era iluminada. Como o avião balançou as asas e sumiu no horizonte, o Cabo Jurandir voltou para o quartel e guardou o carro preto. Chegando à Poços de Caldas o general pegou um táxi para Pouso Alegre e no quartel, puto dentro da farda, a primeira coisa que fez foi chamar às falas o seu motorista. Porém este na maior “cara de pau”, assim se explicou: Meu general, o avião balançou as asas, pra lá e pra cá. Avisando: general não veio , general não veio, então eu voltei pro quartel e guardei o carro.

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