segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PONCHE

PONCHE

Paulo Toledo


Para mim que gosto, de vez em quando, de uma caipirinha, sempre de uma cervejinha e todo santo dia de um bom vinho, quando penso no tal ponche, bebida que era servida para a criançada em tudo que era aniversário; me dá um tric-tric e uma “cochada” na boca do estômago.
Voltando ao vinho, também me dá um “ devolteio” no meio da cuca e um complexo danado quando topo um daqueles enólogos que pingam o narigão dentro do copo e destapam a falar do luar no Mediterrâneo do canto das cotovias e cheiro dos rouxinóis. Fico pensando que na pinga eles podem sentir o odor do sobaco de mula .
Retornando ao ponche, com ou sem tric-tric, acho que ele era feito colocando um monte de frutas picadas: mamão, maçã, laranja, uva e o que mais estivesse por perto dentro de uma vasilha grande. Depois, se for um balde por exemplo, “carcar” guaraná e gelo até a boca.
Há uns cinqüenta anos, em um Grupo Escolar aqui de Pouso Alegre, no Dia da Criança, tinha um panelão de ponche, bufando no pátio, esperando a criançada. Mas o Haroldinho que já era terrível, nesse dia estava impossível, insuportável.
Então a professora Tia Geraldina, avisou a meninada:
__Na hora do recreio vai ter festa. Todo mundo vai para o recreio beber ponche, menos o Haroldinho que, alem de não beber, vai sair agora da sala pra vigiar o panelão de ponche.
O recreio começou, as tias distribuíram os copinhos de papel pra as crianças avançarem para o ponche.
Nada, mais nada mesmo aconteceu. A Garotada fugia da vasilha do ponche como o diabo foge da cruz.
Então a Tia Geraldina chamou um dos meninos de melhor comportamento e perguntou:
__Por que vocês não querem o ponche? Está uma delícia, eu mesma já bebi dois copos.
__Tia, disse o menino, O Haroldinho mijou na panela de ponche.
Comentário da Tia:
__ Dona Júlia Kubstcheck teve só um filho e ele é essa maravilha que é o presidente Juscelino.Agora a Dona Maria Charlante pariu essa Charlantada. Por que será que Deus não fez ao contrário?

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